segunda-feira, 9 de março de 2015

Para Alfredo Guedes

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A dor do teu silencio è muito forte
Tão forte quanto forte è a certeza
De saber que depois da tua morte
Não haverá clarões nem alma acesa


Não haverá o riso natural
De quem, tal como tu, de peito aberto
Perdoava por bem, a voz do mal
E tinha a poesia sempre perto


Não haverá jamais o tal conforto
Que de ti ressurgia sempre em fado
Um fado português emancipado
Com o sabor real do velho Porto


Enfim, contigo na eternidade
Fica connosco a amizade companheira
Que te vai relembrar a vida inteira
No fado, no amor e na saudade
No fado, no amor e na saudade

José Fernandes Castro

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