quinta-feira, 12 de março de 2015

Biografia

Alfredo Guedes Figueiredo, nasceu a 14 de Outubro de 1933 na freguesia de Santo Ildefonso no Porto.
A sua infãncia foi passada entre o Largo da Fontinha, a Rua das Musas e a Rua do Bonjardim.
Aos 10 anos foi inserido como vocalista do agrupamento folclórico «Os Cavaquinhos do Norte», que então tinha sede na Travessa das Musas.
Ouvia através da rádio o cantor italiano Tino Rossi e este inspirava-o e atraía-o nas suas mais dilectas cantigas.
Aos 13 anos, enquanto trabalhava de aprendiz na Litografia Nacional, um tal senhor Augusto Pereira, intérprete de fado humorístico, surpreendeu-o a cantarolar e convidou-o a experimentar-se numa sessão de fados a sério que tinha lugar aos domingos numa tasquinha de Clarão de Sabugo, em Coimbrões.
         Testado e aplaudido nos três únicos fados que sabia, desde daí nunca mais deixou de cultivar a tendência fadista que passou a tomar-lhe conta de todos os seus lazeres e anseios.
Após ter participado em inúmeros espectáculos, em 1958, iniciado profissionalmente na «Candeia» do Porto, foi para Lisboa, onde actuou na «Adega Mesquita» e no restaurante típico «O Serão».
Regressando em 1961 de novo à «Candeia», passou à época pelas diversas novidades fadistas que iam surgindo na sua cidade: «Casa da Mariquinhas», «Cozinha Real do Fado», «Arcadas Dom Vaz», «Pérola Negra», «Mal Cozinhado», «O Requinte», «Taverna de São Jorge e «Lisboa à Noite».
Acumulando um repertório que se estabelece em cerca de 300 interpretações, dentre as quais destaca empolgados momentos em «Pomba Branca», «Olhai a Noite» e «Criança de Todos Nós».
Em 1967, ncentivado pelo poeta Torre da Guia para a inóspita aventura da «Rua-do-Heroísmo», Alfredo Guedes é o primeiro a passar ao acetato os até aí interditos versos de António Aleixo, os quais seleccionou e adaptou a diversas músicas do fado clássico.
Em 2008 e aos 74 anos, Alfredo Guedes é um dos mais lídimos e considerados intérpretes de Fado no Porto, exercício em que apresenta extremamente burilada a sua longa tarimba no ofício de dar a voz à expressão dos sentimentos.
Ao longo da sua carreira artística participou nos principais eventos fadistas da Invicta Cidade, incentivando, organizando e promovendo concursos na qualidade de dirigente da Associação Cultural dos Fadistas do Norte.
Desde 1 de Maio de 1965, que é detentor do cartão nº. 13.778 da Caixa de Previdência dos Profissionais de Espectáculos.
Resta acrescentar que Alfredo Guedes è também autor de muitos poemas que fazem parte da sua discografia e que alguns desses poemas bailam na voz de muitos intérpretes da chamada Canção Nacional.

terça-feira, 10 de março de 2015

Fado





Afonso Pinto 
"guitarra"

Angelo Jorge
"viola"

Jornal Notícias


Fado






ALVARO MARTINS
"guitarra"

JOÃO CRUZ 
"viola

Antes e agora !


È fado, è Alfredo Guedes


50 anos de fado !


Minha voz, minha alma !


Meu fado tamanho !


segunda-feira, 9 de março de 2015

Resignação entristecida


Biografia

Alfredo Guedes
Nasceu a 14 de Outubro de 1933 na freguesia de Santo Ildefonso no Porto.
Brincou no Largo da Fontinha e aprendeu a escorregar na Rua das Musas.
Aos 10 anos foi inserido como vocalista do agrupamento folclórico «Os Cavaquinhos do Norte» que então tinha sede na Travessa das Musas.
Ouvia através da rádio o cantor italiano Tino Rossi e este inspirava-o e atraía-o nas suas mais dilectas cantigas.
Aos 13 anos, enquanto trabalhava de aprendiz na Litografia Nacional, um tal senhor Augusto Pereira, intérprete de fado humorístico, surpreendeu-o a cantarolar e convidou-o a experimentar-se numa sessão de fados a sério que tinha lugar aos domingos numa tasquinha de Clarão de Sabugo, em Coimbrões. Testado e aplaudido nos três únicos fados que sabia, desde daí nunca mais deixou de cultivar a tendência fadista que passou a tomar-lhe conta de todos os seus lazeres e anseios.
Após ter participado em inúmeros espectáculos, em 1958, iniciado profissionalmente na «Candeia» do Porto, foi para Lisboa, onde actuou na «Adega Mesquita» e no restaurante típico «O Serão».
Regressando em 1961 de novo à «Candeia», passou à época pelas diversas novidades fadistas que iam surgindo na sua cidade: «Casa da Mariquinhas», «Cozinha Real do Fado», «Arcadas Dom Vaz», «Pérola Negra», «Mal Cozinhado», «O Requinte», «Taverna de São Jorge e «Lisboa à Noite».
Acumulando um repertório que se estabelece em cerca de 300 interpretações, dentre as quais destaca empolgados momentos em «Pomba Branca», «Olhai a Noite» e «Criança de Todos Nós», em 1967, incentivado pelo poeta Torre da Guia para a inóspita aventura da «Rua-do-Heroísmo», Alfredo Guedes é o primeiro a passar ao acetato os até aí interditos versos de António Aleixo, os quais seleccionou e adaptou a diversas músicas do fado clássico.
Em 2008 e aos 74 anos, Alfredo Guedes é um dos mais lídimos e considerados intérpretes de Fado no Porto, exercício em que apresenta extremamente burilada a sua longa tarimba no ofício de dar a voz à expressão dos sentimentos.
Ao longo da sua carreira artística participou nos principais eventos fadistas da Invicta Cidade, incentivando, organizando e promovendo concursos na qualidade de dirigente da Associação Cultural dos Fadistas do Norte.
Curiosamente, sob o nº. 13.778 e com data de 1 de Maio de 1965, é detentor do cartão da Caixa de Previdência dos Profissionais de Espectáculos.
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Alfredo Guedes deixou-nos em Fevereiro de 2015


Amizade !
















Para Alfredo Guedes

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A dor do teu silencio è muito forte
Tão forte quanto forte è a certeza
De saber que depois da tua morte
Não haverá clarões nem alma acesa


Não haverá o riso natural
De quem, tal como tu, de peito aberto
Perdoava por bem, a voz do mal
E tinha a poesia sempre perto


Não haverá jamais o tal conforto
Que de ti ressurgia sempre em fado
Um fado português emancipado
Com o sabor real do velho Porto


Enfim, contigo na eternidade
Fica connosco a amizade companheira
Que te vai relembrar a vida inteira
No fado, no amor e na saudade
No fado, no amor e na saudade

José Fernandes Castro